quarta-feira, 14 de julho de 2010

TENHO RAZÕES PARA NÃO VOTAR NO PSDB PARA O GOVERNO DO ESTADO

Caros amigos, nestas eleições que se avizinham, e teremos a responsabilidade de eleger o novo presidente da república, senadores, governadores e deputados federais e estaduais, tomei uma importante decisão: Não votarei no candidato do PSDB para governador do nosso estado, embora há mais de 20 anos, tenha engrossado as fileiras de líderes do PSDB, partido ao qual permaneço filiado desde a sua fundação. Declaro-me, portanto, eleitor do governador e candidato à reeleição, Cid Gomes, do PSB. No último dia 09 de julho, convidado a prestar entrevista à rádio Cedro FM, no Jornal do Meio-Dia, apresentado pelo radialista Antonio Neri, tive a oportunidade de explicar a minha decisão. Deixo aqui postada a entrevista para compartilhar com todos as minhas razões. Ouça a entrevista.

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sábado, 10 de julho de 2010

CHITÃO PERDE TRADIÇÃO


O Chitão do Cedro, que sempre foi realizado no último sábado de junho ou no primeiro de julho, data que servia para marcar a confraternização entre as famílias da cidade e também para culminar os festejos do padroeiro São João Batista, perdeu a sua tradição no atual governo.

O Chitão teve origem há três décadas, realizado pela primeira vez em 1974, na gestão de prefeito do meu pai, o Dr. Obi Diniz (in memorian), na Escola do Senai, tendo como um dos idealizadores o meu sogro, Dr. Rubens Bezerra de Albuquerque (in memorian).

O evento ficou marcado pelo traje padronizado (homem com calça branca e camisa de chita e mulheres de roupa de chita). A primeira festa do Chitão, que foi um grande sucesso, foi animada pela Banda de Idelbrando, da cidade do Crato.

Comprovado o sucesso da festa de 1974, logo o Chitão de Cedro ganhou expressão regional, com picos no final da década de 80 e início dos anos 90, quando o meu antecessor, ex-prefeito José Batista Filho “Dois de Ouro” (in memorian), jovem de visão de futuro, incluía na programação como atração principal, grandes artistas nacionais, destacando em 1989, a presença de Alceu Valença, em 1990, Chiclete com Banana, em 1991, Luiz Caldas e em 1992, Jorge de Altinho.

Como prefeito, Dois de Ouro melhorou a estrutura do CSU com a construção de uma nova quadra social, banheiros masculino e feminino e bilheterias.

Ao assumir a administração municipal, em 1993, mantive o mesmo compromisso do meu antecessor com a cultura cedrense. Criei também dentro dos festejos juninos o Festival de Quadrilhas, e banquei a festa com recursos próprios do município, pois na época não tínhamos a Secretaria de Cultura do Estado e nem o Ministério da Cultura que pudessem nos ajudar a promover tão grande evento. No meu governo, botei a festa pra frente com atrações de peso, trazendo ao Cedro em 1993, a Banda Mel da Bahia, em 1994, a dupla Leandro e Leonardo. Em 1995, a atração baiana Cheiro de Amor & Márcia Freire, e em 1996, o forrozeiro Flávio José.

Hoje, lamento ouvir a equipe do atual governo dizer que não possui recursos para realizar o Chitão. Deveriam ser sinceros com o povo cedrense e dizer que não se programaram para esta finalidade e que não estão habilitados a receber verbas do Ministério da Cultura e da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, uma vez que são órgãos sérios e que não destinam dinheiro para prefeituras que estão sendo investigadas pela Polícia Federal. A investigação passa inclusive pelo programa Garantia Safra, de grande importância para os trabalhadores rurais, que perderam as suas roças por conta da seca.

O CSU, que sempre acolhe o Chitão durante os 14 anos da gestão deles, não passou por nenhuma reforma ou melhoria. Sem visão de empreendedorismo e com o objetivo de acabar com esta tradição, nunca ergueram nesta unidade nenhum tijolo, apenas imprimiram uma marca com as cores da sua administração, além de mudarem o nome do prédio, como se estivessem fazendo algo de novo para a cidade.

Este governo, apesar de toda possibilidade de amparo, demonstrou desinteresse e falta de capacidade, enterrando a última cultura viva do Cedro. Como já foi anunciado pelo mesmo, a festa será realizada na segunda-feira, dia 19 de julho, quebrando uma tradição de antepassados e fechando as portas para os filhos ilustres ausentes, que retornavam para os seus locais de origem no domingo. Demonstrou ainda falta de respeito ao povo do Cedro, obrigando-os a participarem de uma festa em plena segunda-feira, e no dia seguinte, sem descanso, já ingressarem no trabalho novamente. Lembro-me das manhãs de sábado no dia do Chitão e do encontro que tínhamos na Praça da Matriz com os filhos que regressavam à terra de origem, apenas para prestigiar a festa. Também não me foge à memória a grande quantidade de ônibus da empresa Vale do Jaguaribe, que partia no domingo levando nossos conterrâneos e nos deixando tão grande saudade.

É importante afirmar que a festa do Chitão gerava riquezas para o nosso município, dando ao cidadão que trabalhava no evento a oportunidade de adquirir renda e investir em seu bem estar. Cedro perdeu uma grande oportunidade de investir no turismo, um dos segmentos que mais crescem nos últimos tempos.

Diante de tanto descaso para com o Chitão, resta para os cedrenses, que são os que fazem a história do Chitão, a única opção proposta por um governo que não visa a valorização da cultura e da história local do nosso povo.

Boa festa, se possível.