sexta-feira, 28 de maio de 2010

NO ANIVERSÁRIO DA CEDRO FM, O RECONHECIMENTO DA POPULAÇÃO


Sábado, 29 de maio/2010, os cedrenses têm motivos de sobra para festejar. É dia de comemorar os 06 anos de existência da emissora que é símbolo de seriedade, profissionalismo e espírito cidadão: a Rádio Cedro FM. Canal de comunicação aberto aos interesses do bom jornalismo, a sociedade cedrense tem hoje a possibilidade de expressar livremente suas opiniões, recebendo em seus lares uma emissora cuja programação é voltada para o interesse local, seja na política, na economia, na cultura, no entretenimento.

Expresso aqui o reconhecimento e o mérito da família Jucá por tão nobre empreendimento, nascido em meio à determinação dos fundadores e atuais diretores, Álvaro Antônio Guedes Jucá, Ricardo Alexandre Guedes Jucá e Roberta Guedes Jucá, que continuam investindo no que há de mais moderno em tecnologia digital, bem como em profissionais experientes, na constante renovação do setor e, acima de tudo, no respeito à verdade que sai de seus microfones.

Com a implantação desta emissora, Cedro passou a ser uma referência na Região, ao dispor do que há de melhor em termos de veículo de comunicação radiofônica. A cobertura ultrapassa, hoje, 20 municípios; a Cedro FM alcança um universo de mais de 600 mil ouvintes.

Sua equipe jornalística tem trabalhado incansavelmente com o propósito de garantir uma programação dinâmica, séria, pautada na verdade dos fatos. Falo, em especial, do programa de jornalismo apresentado por Antônio Neri. O Programa do Neri, quero destacar, diariamente leva ao ouvinte as informações do cotidiano local, presta serviços de utilidade pública, faz a crítica responsável (propositiva) à Administração Pública, entre tantas outras intervenções de interesse da comunidade.

Da perspicácia investigativa do bravo repórter, o povo do Cedro (aliás, o Ceará inteiro) tomou conhecimento das inúmeras fraudes, desmandos, escândalos, bandalheiras, falcatruas e inverdades gritantes do Poder Público Municipal de plantão (Seguro Safra, Matadouro, Hospital, empenhos, IPTU, Barragens, faculdade ilegal...).

Minhas congratulações, pois, à Cedro FM e seus responsáveis em meio às comemorações. Estarei no Cedro Tênis Clube, neste sábado, a partir das 09h, para prestigiar não apenas o aniversário da Emissora, mas aplaudir de pé este canal de comunicação em que a informação é tratada com responsabilidade e o respeito que a gente merece.

DR. NILSON DINIZ

sábado, 15 de maio de 2010

EM UM ANO CONSTRUÍ O MATADOURO PÚBLICO, ENQUANTO ELES, HÁ MAIS DE UM ANO, ESTÃO REALIZANDO APENAS UMA REFORMA


É incompreensível e inacreditável que ainda exista um governo, que ao ver o seu povo comendo “carne de moita" há mais de 18 (dezoito) meses, em virtude do fechamento do matadouro público que é da sua responsabilidade, não soluciona este problema simplesmente por falta de determinação e vontade política.

Todo cedrense lembra do antigo matadouro que a cidade possuía no bairro de Fátima, pequeno, inadequado e que incomodava a comunidade com os odores que exalavam do local.

Enquanto prefeito, adotei como missão prioritária a construção de um novo matadouro para Cedro, fora da sede urbana do município, na época, atendendo aos padrões técnicos da área de vigilância sanitária. Entreguei a obra à população no dia 20 de outubro de 1993.

Há mais de 14 anos que estão no poder e em todo este tempo o que eles fizeram pelo matadouro foi apenas pintá-lo, com as cores que identificam a sua gestão.

Parabenizo a iniciativa do estudante Leonardo Freitas de Paula, que encontrou apoio junto ao Ministério Público, para denunciar que animais consumidos pela população no mercado passaram a ser abatidos de forma clandestina, a chamada de “moita”, sem nenhuma fiscalização, pela precariedade das instalações físicas do matadouro local.

Em face da precariedade do funcionamento e agressão ao meio ambiente pelo matadouro público, a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) interditou administrativamente a unidade de abate. O Ministério Público Estadual ingressou com ação civil pública na Justiça local contra o atual gestor.

Outro agravante, de acordo com o laudo da Semace, são os dejetos e águas usadas despejados diretamente pelo matadouro no solo, escorrendo para o Riacho da Vaca Brava, desaguando no Riacho do São Miguel e poluindo as águas do Ubaldinho consumidas pela população.

Em janeiro de 2009, o descaso foi noticiado pela imprensa cearense, que mais uma vez, em janeiro de 2010, veiculou matéria semelhante demonstrando que a população continua convivendo com este problema e que a prefeitura, a passos lentos, não solucionou a questão.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária detectou na época a falta de brete de contenção dos animais, precárias condições de estrutura externa e interna, paredes sem revestimento e piso danificado e permeável, contato da carne com o piso, ausência de mesa de inspeção sanitária e de um responsável técnico, fardamento, proteção e transporte inadequado. A conclusão é clara no sentido de que o matadouro não oferece as mínimas condições de funcionamento, razão pela qual foi interditado.

Como médico, vejo que o prefeito, por não ter solucionado de imediato o problema, continua expondo a população ao risco de contrair doenças que podem ser provocadas pelo consumo de carne de moita, entre elas, as parasitárias: cisticercose, toxoplasmose, fascíolas e hepática; as de origem bacteriana como a salmonelose e brucelose e a de origem viral, como febre aftosa.

É impossível acreditar que o prefeito, mantendo o matadouro fechado, está contribuindo para o favorecimento dos seus aliados, patrocinadores de suas campanhas políticas, os empresários de frigoríficos que trabalham com carnes de outras cidades e estados.

Enquanto isso os marchantes que abatem os bovinos, caprinos, ovinos e suínos do próprio município, estão sendo prejudicados pelo descaso, e conseqüentemente, pela falta de comercialização do produto.

Em minha gestão, para estes marchantes, construí um novo mercado público, espaço que proporcionava melhores condições de trabalho e atendimento à população.